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Tarô – O Resgate da Essência

          Dentro da história humana, existem passagens obscuras sobre nossa existência, passagens estas que trazem dúvidas sobre a essência de nossa alma, normalmente para obtermos respostas para perguntas deste tipo, recorremos a nossa espiritualidade que é enraizada nas questões místicas do universo, e dentro dessas questões podemos encontrar o tarô, cartas cuja verdadeira origem é desconhecida, mas que vem atravessando séculos, ajudando o homem a resgatar toda a essência universal de sua formação, e que com o passar do tempo, ganhou diferentes formas tanto em sua representação como em seu manuseio, porém para o verdadeiro estudioso, o tarô continua com sua real função, que seria possibilitar uma crescente confiança em nossas diferentes concepções sobre a realidade existente no interior de cada pessoa, ele nos ensinaria a ouvir a pureza dos sentimentos para a descoberta do nosso guia interior.

          Como objeto, tarô é um baralho formado pelo conjunto de 78 cartas divididas em arcanos maiores e menores. Os arcanos maiores são compostos por vinte e duas cartas, destas vinte e uma são numeradas e apenas uma carta, o Louco, não recebe uma numeração, por este motivo muitas vezes é atribuído ao Louco a carta numero zero. As outras cinquenta e seis cartas, os arcanos menores, são divididas em quatro naipes que contêm quatorze cartas cada um, estes naipes correspondem aos naipes do baralho comum de jogar.

           A origem do tarô é completamente desconhecida onde através de estudos podemos encontrar diversas teorias sobre o seu surgimento e até mesmo mitologias descrevendo sua origem. Court Gebelin, grande estudioso sobre o assunto e autor da obre “Le Monde Primitif”, apresenta fortes argumentos que indicam que estas cartas teriam sua origem ligada ao Egito Antigo, onde as vinte e duas cartas dos arcanos maiores seriam um antigo livro egípcio, relacionado com a filosofia e a religião que apresenta a história da criação do mundo, este livro seria o livro de Thot. Thot vem a ser o deus da escrita, o inventor mítico da linguagem e dos hieróglifos, e sua base vem de um alfabeto onde os deuses seriam as letras e todas estas letras representariam ideias, e estas seriam números, e todos os números adquiriam signos perfeitos. Para Gerbelin o nome tarô vem da combinação de “tar”, que significa caminho, estrada, juntamente com “ro”, “ros” ou “rog”, que seria rei ou real. Com esta combinação teríamos então o significado de tarô como “estrada real da vida”.

          Outra ligação que encontramos sobre a origem do tarô com a cultura egípcia é uma lenda referente ao mesmo deus Thot. Esta lenda comenta que os grandes deuses egípcios estavam preocupados com o futuro da humanidade, pois naquele tempo os homens não se lembravam mais qual era a sua origem, ou seja,  estavam esquecidos de suas raízes, que estavam ligadas aos deuses e as historias celestes. Em uma reunião entre as divindades, Thot sugeriu uma forma e resgatar esta essência, e para isso, inventou o tarô. Uma vez que o ser humano esquece de suas virtudes, mas não esquece de suas diversões e de seus vícios e nem de esbarrar em erros, então pensaram em uma forma em que se preservasse toda a sabedoria universal em um jogo atrativo. Os deuses aceitando a ideia de Thot criaram um jogo de cartas, e que toda a sabedoria e conhecimento estivessem contidos nele, com isso milhares de olhos passariam por ele sem perceber seu real valor, porém elas se abririam para aquele que estivesse de posse da sabedoria necessária para conhecer seu verdadeiro significado. Este jogo teria em si a semente do mortal e do imortal, do bem e do mal.

          Outras histórias de datas posteriores, também narram a origem do tarô, como a de que as cartas teriam sido feitas para distrair o rei da França Carlos VI durante seus frequentes ataques de loucura. O tarô mais antigo que se tem conhecimento vem do século XIV, e é citado por um frei em 1377. Existem na Biblioteca Nacional de Paris dezessete cartas de baralho italiano confeccionado em 1470. Provavelmente o tarô saiu do oriente e alcançou a Europa com os ciganos que atravessaram o Afeganistão, os desertos da Pérsia e da Arábia, passando pelo Golfo Pérsico, até encontrar os caminhos para a Europa, chegando na Alemanha, Espanha, França e Itália. A partir daí, ele ganharia fama e se espalharia pelo resto do mundo.
          Verdades a parte, a historia do tarô sobrevive com ele até nossos dias atuais, e como em tempos passados continua a exercer fascínio e curiosidade sobre o intelecto humano. Com a modernização e a globalização do tarô não ficou ileso diante destas transformações, sendo quase que banalizado devido a propagandas massificadas por “pseudo-estudantes” da arte do tarô, porém ainda hoje existem pessoas sérias, que estudam e manuseiam as cartas com total consciência. Dentro de toda sua historia, o tarô já foi utilizado até mesmo como objeto de estudo por parte da psicologia.

          Ao longo da vida do psicólogo Carl Gustav Jung, ele estudou imagens e símbolos da mente humana. Durante seu estudo acabou se deparando com o que chamou de sincronicidade, que consiste na coincidência aparentemente sem explicações lógicas, sobre casos onde interconexão não teria uma simples explicação. Para nós a chave do entendimento para estes fenômenos estaria perdida no inconsciente, porém, o tarô poderia ser usado para desvendar as imagens e situações de nossas esferas espirituais.

          Com tudo isto podemos concluir que o tarô traz em cada carta seu próprio simbolismo, e que em suas vinte e duas cartas maiores encontramos a essência do ser humano. Afinal encontramos cartas que indicam o mesmo como o Sol e a Lua, tanto um quanto o outro sempre nos fascinaram, a ponto de vermos astronautas explorando a Lua, e sabemos que dependemos do Sol, afinal orbitamos ao redor dele. Muitas vezes somos motivados ou até mesmo aprisionados nas coisas da vida humana, como o amor, a riqueza e os temores. Cada um de nós possui e um toque de magia pertencente ao mago, todos possuímos um pouco da sabedoria mundana e assim, o louco se proclama um sábio no mundo. No cristianismo encontramos visionários que tiveram o “privilégio” de serem considerados um louco de Deus, e nas histórias, é o Louco que conquista a filha do rei. No tarô os estudantes necessitam de dedicação, intuição e muita concentração, deve aceitá-lo como conselheiro, aproximar-se com respeito e amor, como se aproxima de um bom amigo, estabelecendo uma comunicação vibrante e cósmica. Afinal ele reflete nossa imagem inconsciente diante do nosso intelecto humano.


            Autor: Thiago José Moreira

 

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